04/10/2016 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Projeto de construção de hidrelétricas pode inviabilizar o Rio Macaé para o turismo.

Um dos maiores patrimônios ambientais de Nova Friburgo e do Estado do Rio é a bacia do Rio Macaé por suas águas limpas e sua grande biodiversidade, protegida atualmente pelos limites da APA Estadual Macaé de Cima, onde se situam as vilas de Lumiar, São Pedro da Serra, Rio Bonito e Galdinópolis.

A APA estadual Macaé de Cima foi criada em 2001 e tem 35 mil hectares.

O rio Macaé nasce em Nova Friburgo, na região de Macaé de Cima, passa por Lumiar, entre outras localidades, e desce a serra ao lado da estrada Serramar, desaguando no município litorâneo de Macaé. Esta região tem sido responsável, nos últimos anos, por grande parte do turismo de Friburgo, um paraíso de águas limpas com matas preservadas, que merece todo cuidado à partir de um desenvolvimento sustentável. A região sustenta centenas de famílias através do turismo convencional, ecológico e de aventura. Um dos rios mais conservados do Estado é também um patrimônio coletivo de valor socioeconômico e ambiental.

Segundo informações de uma petição da AVAAZ, a empresa ALUPAR Investimentos S.A apresentou ao Comitê de Bacias Hidrográficas do rio Macaé a proposta de construção de 3 pequenas centrais hidrelétricas visando gerar 65 mw/h. Para a PCH - 1 está prevista a vazão máxima turbinada de 12 mil litros por segundo (12m3/s),para a PCH 2 uma vazão de 18 m3/s e para a PCH 3 a vazão de 27 m3/s, todas com túnel de 4m x 4m e aproximadamente 5 km de comprimento escavados na rocha. Os impactos são bastante significativos à vazão de água no trecho entre o poço verde, (pouco acima do encontro dos rios até o final das corredeiras no baixo curso). A água que restaria no rio (em todo o ano) seria a metade (50%) da vazão mínima de referência (Q7/10), ou seja, 50 % da vazão mínima de 7 dias de duração e 10 anos de tempo de recorrência (com um risco de 10% ocorrer valores menores ou iguais a este em qualquer ano). Ou seja, se a vazão mínima é aquele filete de água do inverno; teríamos somente a metade disto o ano todo. Um absurdo. Todo o turismo na região seria impactado pois depende do rio conservado. Esportes de aventura, como o rafting, deixarão de existir na região. Não precisamos e nem queremos PCHs no rio Macaé.Vamos defender o rio, sua liberdade e saúde!!! O rio é um patrimônio coletivo! Se mobilize para impedir este empreendimento e, entre outras ações e militâncias, assine a petição on line da AVAAZ. Diga NÃO a esse ganancioso empreendimento.

Por: Seculo XXI com informações da AVAAZ e outras fontes