30/04/2013 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Confira as curtas ambientais do mês de abril de 2013

O aumento da demanda externa por carne bovina e soja fará o Brasil derrubar ainda mais florestas tropicais amazônicas, em uma inversão do recente sucesso na desaceleração das perdas florestais.

Cerca de 30% do desmatamento no Brasil na última década até 2010 foi devido, justamente, aos agricultores e pecuaristas que procuravam terras para expandir a produção para exportação de carne bovina e soja, contra 20% nos anos 1990.

“O comércio está emergindo como um fator chave para o desmatamento do Brasil”, de acordo com especialistas do Centro Internacional para Pesquisa Climática e Ambiental de Oslo.

Exportações de carne bovina e soja são responsáveis por 2,7 bilhões de toneladas de emissões de carbono causadas pelo desmatamento no Brasil na década até 2010, observou o relatório. Isso excede as emissões de gases do efeito estufa de uma nação como o Egito no mesmo período.

No dia 22 de março, Dia da Árvore, a ONU afirmou que o desmatamento de florestas no mundo teve uma redução de 10% na última década. Estima-se que 700 milhões de pessoas moram em meio às florestas.

Relatório da ONU, no dia 14/3, diz que o planeta poderá sofrer uma catástrofe ambiental até 2050, mesmo que os países consigam reduzir as emissões de poluentes com o uso de energias renováveis. Segundo a ONU, somente em 2012, foram 10 mil pessoas mortas por acidentes naturais e os prejuízos foram de 130 bilhões de dólares. As maiores calamidades foram os furacões na América do Norte, os terremotos na Índia e China e a seca nos EUA.

O governo brasileiro anunciou que vai aplicar R$ 9 bilhões para socorrer a população de vários estados atingidos pela maior seca registrada no semi árido. Os recursos vão possibilitar a operação de 6 mil carros pipas para levar água para as famílias e servirão também para compensar os prejuízos sofridos com a lavoura perdida.

O volume do óleo anunciado pela Petrobras (Transpetro) que vazou do Terminal Almirante Barroso e atingiu as praias de São Sebastião, no litoral paulista, foi contestado pela prefeitura. Segundo a estatal, o volume de combustível que vazou foi somente de 3,5 metros cúbicos.

A prefeitura, no entanto, considera que 3,5 metros cúbicos não seriam suficientes para atingir vários ecossistemas costeiros e danificar as embarcações e as fazendas marinhas. “Colocar mais de 300 homens nas praias, utilizar duas aeronaves e vários equipamentos de limpeza mecânica são evidências de que o volume do produto vazado foi muito superior ao divulgado”. Além disso, o órgão ressalta que ainda há manchas de óleo nas praias do município.

A cada 15 segundos, uma criança morre de doenças relacionadas à falta de água potável, de saneamento e de condições de higiene no mundo, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Todos os anos, 3,5 milhões de pessoas morrem por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene, segundo representantes das Nações Unidas.

A partir do mês de julho, quem for flagrado jogando lixo na rua, na cidade do Rio de Janeiro, será multado pela prefeitura. O valor mínimo das penalizações é R$ 157,00 e aumenta de acordo com o espaço ocupado pelo dejeto. O registro da multa será feito por uma equipe composta de um agente da Guarda Municipal, um fiscal da Companhia Municipal de Limpeza Urbana e um policial militar. Ela abordará o infrator anotando o CPF. A multa será aplicada independentemente do tamanho do resíduo largado nas vias públicas.

O governo chinês investirá 100 bilhões de Yuan (US$ 16 bilhões) nos próximos três anos para lidar com a poluição do ar em Pequim. Para se ter ideia, desde o início de 2013 mais dias foram classificados como “insalubres” e “perigosos” na capital chinesa do que “razoáveis”.

A China é um dos exemplos do futuro que nos espera se nada for feito para reduzir as emissões de poluentes das atividades humanas. Mas a realidade atual pode ser ainda pior do que imaginávamos.

“Nossas estimativas mostram que 3 milhões de mortes prematuras acontecem todos os anos por causa da poluição dentro das casas e outras 3,3 milhões pela poluição do ar nas ruas”, afirmou Maria Neira, diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais afirmou que os serviços fornecidos pelas florestas continuam sendo subestimados, desvalorizados e super explorados.

Wu Hongbo fez a declaração no dia 8 de abril, durante a abertura do 10° Fórum sobre as Florestas, em Istambul, na Turquia. O representante da ONU disse que o desmatamento continua ocorrendo, para que a terra seja usada para agricultura, pecuária e outros fins, sem planejamento. Segundo ele, as consequências ambientais, sociais e econômicas serão graves.

Segundo as Nações Unidas, 1,6 bilhão de pessoas, incluindo milhares de comunidades indígenas, dependem, direta ou indiretamente, das florestas como meio de subsistência. As florestas também são fonte de água limpa e ajudam a regular a quantidade de carbono na atmosfera e amenizam a temperatura. Milhões de pessoas dependem da madeira para cozinhar e se aquecerem.

O governo australiano afirmou que em março o país chegou a 1 milhão de residências com instalações fotovoltaicas, o que significa que pelo menos 2,5 milhões de australianos já se beneficiam da microgeração de energia limpa.

“É espantoso. Ainda mais quando pensamos que há apenas cinco anos eram somente 20 mil sistemas instalados”, declarou David Green, presidente do Conselho de Energia Limpa, associação que representa 600 empresas australianas.

A Austrália possui uma das mais ambiciosas políticas de incentivo à microgeração do planeta, o Esquema de Energias Renováveis de Pequena Escala (Small-scale Renewable Energy Scheme). O mecanismo fornece incentivo financeiro para quem deseja instalar alguma forma de geração limpa de energia em sua residência.

A microgeração é parte importante dos planos do governo para alcançar a meta de ter 20% de sua matriz formada por fontes renováveis até 2020. A Austrália é a maior exportadora de carvão do planeta e tem sua geração de energia baseada nesse combustível.

China e Japão aumentaram em 2012 os investimentos em energias renováveis, mas os gastos totais mundiais caíram devido às incertezas econômicas e políticas no Ocidente.

O informe anual da organização Pew Charitable Trusts constatou que a China desbancou os Estados Unidos como país com maior investimento em energia limpa, que aumentou 20% com relação ao ano anterior, a 65,1 bilhões de dólares.

Mas os investimentos mundiais caíram 11% com relação ao ano anterior devido a uma série de fatores, entre eles os problemas econômicos na Europa, as reservas a respeito dos preços da energia na Alemanha e a incerteza sobre a extensão dos incentivos tarifários nos Estados Unidos.

Por: ForumSec21