28/03/2013 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Estudo sugere que aquecimento global está acelerando

27/03/2013

Algumas pesquisas recentes indicam que o aquecimento global estaria reduzindo seu ritmo nos últimos 15 anos e entrando em um equilíbrio, o que constantemente é usado pelos céticos climáticos para ‘aliviar’ a situação das mudanças climáticas. Mas um novo estudo aponta que, na verdade, o fenômeno não está diminuindo seu ritmo, mas sim acelerando.

A análise mostra que a falsa impressão de que o aquecimento global estaria reduzindo é devido ao fato de que a maioria das pesquisas leva em consideração o aquecimento da superfície terrestre e da atmosfera, sendo que a maior parte do aquecimento – cerca de 90% – ocorre nos oceanos.

Na verdade, o novo estudo demonstra que nos últimos 15 anos, o chamado ‘missing heat’ (‘calor perdido’, ou seja, o calor que os cientistas climáticos não sabiam para onde estava indo) está sendo absorvido em grande parte – cerca de 30% – pelas águas mais profundas, ou seja, abaixo de 700 metros.

Analisando dessa forma, os pesquisadores chegaram à conclusão de que o aquecimento dos oceanos na última década, no geral, ficou mais rápido, embora o aquecimento das águas mais superficiais tenha diminuído desde 2003.

Segundo os autores, essa mudança no aquecimento das águas superficiais para as águas mais profundas é resultado de alterações nos ventos relacionados às correntes marítimas, à oscilação decadal do Pacífico e a eventos La Niña mais frequentes.

Além de explicar para onde vai boa parte do ‘calor perdido’, os resultados dessa pesquisa esclarecem também porque se criou a falsa sensação de que o aquecimento estava diminuindo.

Os pesquisadores afirmam que, apesar da aparente diminuição no calor em curto prazo na superfície, o fenômeno descoberto levará a um aquecimento ainda maior em longo prazo, acelerando também o aumento do nível do mar.

Os cientistas também ressaltaram que o estudo é importante porque mostra como os oceanos são um dos fatores mais essenciais na medição do aquecimento global. Eles lembraram que só assim é possível ter uma noção real da questão das mudanças climáticas e parar de subestimar o problema que enfrentamos.

Jéssica Lipinski

Por: Instituto CarbonoBrasil