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Em relação a atual crise econômica mundial que parece se aprofundar, qual é o pensamento de nossos leitores?

A crise vai continuar se aprofundando, exigindo mudanças drásticas no atual sistema econômico, que permanecerá apenas se for capaz de reverter sua capacidade de gerar injustiça social e sua insensibilidade em relação a exploração do meio ambiente.
A crise vai passar e o desenvolvimento vai voltar, pois o sistema econômico, auxiliado pelos governos, saneará tecnicamente a crise e aperfeiçoará o sistema.
A humanidade vai partir para uma completa e radical mudança no sistema econômico vigente, transformando definitivamente a economia e mudando a sociedade.
Na verdade esta crise é causada, principalmente, pelos governos e sua excessiva intromissão nos assuntos econômicos, e também sua costumeira incompetência e corrupção, além de onerarem demais a sociedade com impostos sem darem os retornos combinados e necessários.

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Greenpeace critica Belo Monte, termoelétricas e novo Código Florestal

 

26/01/2012

Porto Alegre – O coordenador da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace, Pedro Torres, defendeu hoje (26) a busca por alternativas à chamada economia verde e condenou obras como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).

“O capitalismo está em crise e isso é um consenso que nos une a Davos [onde ocorre o Fórum Econômico Mundial], mas a economia verde não é a solução para essa crise”, disse. “Devemos pensar quais são as alternativas, para quem e como”, completou Torres durante evento no segundo dia de debates do Fórum Social Temático (FST) 2012.

Torres explicou que a Usina de Belo Monte deverá gerar mais energia para empresas amazônicas do que para a própria população da região afetada pelas obras. Ele alertou ainda que a cidade de Altamira, uma das mais impactadas, já soma 100 mil habitantes em razão das obras, mas sem melhorias na infraestrutura.

Investimentos em energia nuclear, segundo ele, também não são uma alternativa à crise. Durante o debate, o ativista lembrou os riscos evidenciados no acidente da Usina Nuclear de Fukushima, no Japão, que em março completa um ano. “O Brasil continua insistindo nessa energia que é suja, cara e perigosa”, disse.

Sobre a Usina Nuclear Angra 3, no município de Angra dos Reis (RJ), Torres ressaltou que quase R$ 8 bilhões de recursos públicos provenientes do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já foram investidos. O dinheiro, segundo ele, poderia e deveria ser usado em outras fontes de energia.

Outra questão abordada pelo ativista trata da aprovação do novo Código Florestal no Congresso Nacional. Para ele, a discussão vai além do ambientalismo, já que os interesses do setor ruralista, baseados na derrubada de florestas, representam uma afronta à lei brasileira.

“Devemos buscar o diálogo de uma maneira mais livre. Muitos movimentos e organizações estão presos a agendas impostas pelas grandes empresas. Temos que ter a liberdade de criticar essas empresas, de criticar os governos que são poluentes. Se não, não adianta ter Rio+20 e Fórum Social”, disse. “Com essa agenda ambiental negativa que a gente tem, uma outra economia vai ser difícil”, destacou.

Paula Laboissière

Por: Agencia Brasil

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