A Campesina desenvolve o PROJETO “JOVEM CAMPESINISTA”, oferecendo oportunidade aos jovens carentes aprenderem música gratuitamente.
Francisco Rohen
Também centenária, a Sociedade Musical Beneficente Campesina friburguense foi fundada em 1870, por um grupo de líderes republicanos e abolicionistas friburguenses formados por: Galeano Emilio das Neves, Eduardo Salusse, Eduardo Eugênio de Castro e Antônio de Souza Cardoso, liderados pelo Major Augusto Marques Braga (humanista). Partilhavam dos mesmos propósitos do Movimento Nacional iniciado por Joaquim Nabuco e José do Patrocínio.
A fundação da Banda Campesina Friburguense aconteceria no dia 06 de janeiro de 1870, como uma instituição de cunho republicano, engajada no Movimento Nacional Pró – República e Abolição da escravatura. Luta deflagrada em 1860 pela libertação do negro no Brasil. Inicialmente, o grupo era formado por músicos voluntários que tocavam para animar as passeatas, reuniões, encontros, comícios e festas inspirados na BANDEIRA VERMELHA, cor adotada pelo Partido Republicano do Brasil, copiada dos partidos revolucionários Europeus aliados dos CAMPESINOS contra o feudalismo.
O Theatro Dona Eugênia
Criada a Banda, “instalava-se um pólo disseminador de uma filosofia social-republicana, anti-racista, igualitária, ávida pela mudança do processo sócio-político brasileiro”. Além de uma sociedade musical, os campesinistas pretendiam fundar um teatro municipal, a principio Teatro Victor Hugo, com recursos da Banda, dos republicanos, abolicionistas e do povo. O projeto estava sendo criado na Itália por Fioravante Andréa Martinoia. Falecido este, incumbiu-se da empreitada o sumidourense Manoel Amâncio de Souza Jordão, mas com exigências: compraria o imóvel, concluiria o teatro e em troca daria o nome da esposa Theatro Dona Eugênia. Foi inaugurado em 19 de novembro de 1895, com apresentação da peça “On Balo In Maschera” da Companhia Italiana: “Verdini & Rotoli”. “Registre-se que a estréia mundial do primeiro Concerto de Villa-Lobos ocorreu nesta Casa de Espetáculos, em junho de 1915”.
Sede Própria
Antes da inauguração da sede própria em 15 de novembro de 1952, na Avenida Campesina, terreno doado pelo prefeito César Guinle, a Campesina instalou-se no casarão da Chácara do Paraíso de propriedade de Marques Braga; depois no Theatro Dona Eugênia – em 1930 Cine Teatro Leal – posteriormente à Rua Campesina (atual) Fernando Bizzotto).
Em junho de 1969, na véspera da demolição do Cine Teatro Leal, coube a Banda Campesina fazer uma apresentação melancólica talvez a mais triste de sua história; na platéia o Maestro José Siqueira, fundador da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). Uma perda irreparável devido ao seu valor histórico e arquitetônico; perdia Nova Friburgo um símbolo de sua cultura. Em seu lugar foi erguido o Edifício Gustavo Lira (Rua Augusto Spinelli). Dizem que depois do incêndio que destruiu o Cine Glória no Rio de Janeiro, por um bom tempo foi à Casa de Espetáculos mais importante do Estado.
Uma Trajetória de grandes apresentações
Desde sua fundação em seu Universo de realizações a Campesina ultrapassou a casa de mil apresentações contando reuniões, comemorações, passeatas, alvoradas, cortejos, procissões, shows, tocatas, retretas, concursos e concertos.
Com muito orgulho a republicana Banda Campesina tem representado Nova Friburgo no exterior, principalmente em cidades suíças e alemãs. A primeira viagem à Suíça aconteceu em junho de 1981, participação do Gran Cortège du Canton de Fribourg; Coube à Campesina, a honra e prestígio de encerrá-lo; 30 de junho de 81, Ligeira tocata no Castellana Hotel em Madrid. Segunda excursão maio de 2002, segunda visita a Fribourg – Suíça e no dia (27/5) Stadthalle Freiburg – Alemanha. A terceira viagem está programada para 31 de agosto de 2010, Freiburg – Alemanha. A excursão a Freiburg faz parte do Intercâmbio Cultural que nossa cidade mantém com coirmã alemã.
Depois de conquistar quase todos os títulos do Concurso Estadual de Bandas Civis do Rio de Janeiro, (88/89) apresentou-se como HORS CONCOURS na Sala Cecília Meireles e Praça Dermeval Barbosa Moreira, Regente Nizar Gonçalves. Em dezembro de 93 foi Vice Campeã do Concurso Nacional de Banda Sinfônica, realizado no Parque Ibirapuera.
A Campesina com patrocínio da Energisa desenvolve o PROJETO “JOVEM CAMPESINISTA”,oferecendo oportunidade aos jovens carentes aprenderem música gratuitamente. Futuros integrantes da BANDA SÍNFONICA, preparando-os também para opção profissional.
A parceria para o PROJETO “REESTRUTURANDO A BANDA CAMPESINA FRIBURGUENSE”, com a Petrobrás através de seu Diretor de Exploração de Petróleo, Geólogo Guilherme Estrella, para aquisição de novas unidades de instrumentos musicais importados “top de linha”.
Dentre dezenas de grandes maestros que se imortalizaram na CAMPESINA FRIBURGUENSE, alguns marcaram época: Prisciliano Silva (primeiro regente), Joaquim A.Langsdorff Naege, Manoel Valério de Campos, Roberto Gonçalves e o atual Regente Marcus Almeida.
A Campesina participa também do Projeto Banda na Praça, o concerto é realizado no terceiro sábado de cada mês na Praça Dermeval Barbosa Moreira. Parceria com a Prefeitura Municipal. Atual diretoria, sob a presidência de Carlos Magno da silva (Maguinho), mantém parcerias com os colégios Modelo e Estadual Dr. Tuffy El-Jaick; além da agenda normal, tem trabalhando dobrado nos preparativos para viagem a Freiburg im Breisgau – Alemanha, final de agosto; a excursão faz parte do Intercâmbio Cultural firmado entre as duas cidades coirmãs.
Para conhecer melhor a História da Banda Campesina acessar o e-mail (campesin@netflash.com.br) ou Home Page (http://www.campesinafriburguense.com.br)