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Porque o ser humano parece consciente, mas continua com sua marcha rumo ao desenvolvimento insustentável?

Este é o único desenvolvimento possível e tudo vai se arrumar.
O ser humano não sabe fazer de outra maneira e parece estar condenado
Faltam apenas mecanismos de controle mais eficientes
Os políticos estão sempre negociando com os grandes interesses economicos
As pessoas não estão conscientes e desejam aumentar, ainda mais, o seu consumo irresponsável
Por causa de seu vazio de Deus, o ser humano adoece de ganancia e vaidade.

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Mudanças climáticas são o grande desafio da educação ambiental
 

Quase todos os brasileiros já ouviram falar sobre mudanças climáticas, aquecimento global, gases de efeito estufa. Depois dos relatórios do IPCC (Painel Internacional de Mudanças Climáticas, na sigla em inglês) e da entrada em cena de um personagem inusitado – saído do Hall of Fame da política dos Estados Unidos – Al Gore, a agenda ambiental mundial voltou-se quase que inteiramente, para o bem ou para o mal, para aquelas questões inquietantes destiladas no documentário “Uma verdade inconveniente”, de Gore.

Infelizmente, a discussão sobre as questões climáticas ainda não rompeu os círculos acadêmicos, políticos e mercadológicos para chegar às ruas e pedir a contribuição do cidadão comum.  Quais seriam os grandes desafios da Educação Ambiental frente a esta nova “disciplina”?

Para o educador Irineu Tamaio, coordenador do Programa de Educação para Sociedades Sustentáveis, do WWF-Brasil, um dos maiores desafios é traduzir para o cidadão comum como as mudanças climáticas o afetam no dia a dia.  “Isto ainda não está internalizado na população”, avalia Tamaio.  “O papel da Educação Ambiental é contribuir para que as pessoas compreendam o problema e se engajem em projetos práticos e cotidianos. Isto pode se dar em projetos de reciclagem, reflorestamento, consumo sustentável, redução da pegada ecológica etc.”, acredita o educador.

Para ele, o anúncio das mudanças climáticas criou um momento oportuno para uma discussão de nível político pedagógica.  “Tem que ser assim, caso contrário o assunto vai ficar no âmbito dos tratados e acordos internacionais.  É preciso trazer o tema para o chão”, sentencia Tamaio.

“Um bom exemplo é o envolvimento da população com a questão da camada de ozônio, quando ela percebia claramente o risco de câncer associado ao buraco na camada”, exemplificou Irineu.

Fernanda Carvalho, assessora de Políticas em Mudanças de Climáticas da TNC (The Nature Conservation, na sigla em inglês) destaca como desafio a diversidade de enfoques para uma questão de enorme complexidade.  “Pouca gente tem a visão do todo e, mesmo estes, têm abordagens diferentes”, avalia.

Ela acredita que será necessário um trabalho em rede para construir um modelo específico de abordagem da Educação Ambiental para mudanças climáticas.  “Nosso desafio é juntar pessoas que tenham olhares amplos e reuni-los em um único processo”, acredita Fernanda Carvalho.

E o governo? -- Franklin de Paula Júnior é gerente da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.  Para ele, é preciso ver como a ação local do educador faz sentido para uma perspectiva global e sistêmica. “Seu desafio, enquanto multiplicador, é ter acesso a insumos educativos, informações confiáveis e conteúdo em linguagem acessível.

Já o desafio do governo reside, segundo Franklin, em estar perto da sociedade, buscar o diálogo com educadores e pactuar ações.  “É preciso descobrir o que, de fato, se pode fazer”.  Ele vê a classe política como alvo estratégico da educação ambiental e cita como exemplos o engajamento de Al Gore e a eleição de Obama nos EUA.  “Estes dois fatos são uma indicação positiva em meio à rota de colisão em que se encontra o atual modelo civilizatório”, sentencia.

Seminário - O documento final, retirado da reunião em Brasília será levado para discussão no próximo Fórum Nacional de Educação Ambiental, a se realizar no Rio de Janeiro (RJ), em julho deste ano.

Waldemar Gadelha Neto

Por: WWF





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