12/03/2008 Noticia AnteriorPróxima Noticia

Pilhas, baterias e óleo de cozinha, descartados incorretamente, agridem o meio ambiente

A principal questão relativa às pilhas e baterias e também ao óleo de cozinha é o seu descarte. Pilhas e baterias, quando descartadas de maneira indevida, podem causar diversos males à saúde e ao planeta, E o óleo de cozinha, jogado na pia, vai acabar nos rios onde contamina, cada litro de óleo, um milhão de litros de água.

A maior parte das pilhas e baterias usadas são descartadas em lixões, muitos deles irregulares, representando um risco para o Meio Ambiente e para as pessoas. Esses materiais liberam componentes tóxicos que contaminam solos, os cursos d’água e os lençóis freáticos,afetando a flora, a fauna das regiões circunvizinhas e o homem, pela cadeia alimentar.

Cerca de 230 toneladas de lixo são recolhidos no Brasil por dia. Desse total, 21% são depositados em lixões irregulares, segundo dados do IBGE. O lixo urbano é também constituído por resíduos sólidos que contém elementos tóxicos. Esses resíduos são provenientes de lâmpadas fluorescentes, latas de inseticidas, termômetros, pilhas e baterias, entre outros produtos, que a população joga no lixo, por não saber ou por não ter alternativas para descartar esses materiais, que são classificados como lixos especiais ou perigosos, pois contêm metais pesados nocivos à saúde.

Abandonadas nos lixões, as baterias e pilhas enferrujam e vazam. As substâncias liberadas são absorvidas pelo solo e podem chegar aos lençóis freáticos ou a rios próximos, se espalhando pela água. As pessoas que tiverem contato com esta água, seja bebendo, tomando banho ou comendo um vegetal regado com ela serão contaminadas. Até vacas que se alimentarem de pasto contaminado terão seu leite e carne afetados.O tempo de decomposição dos metais pesados usados em pilhas e baterias é infinito. Dentre os elementos tóxicos que compõem pilhas e baterias estão o chumbo, o cádmio e o mercúrio. Metais como o chumbo podem causar doenças neurológicas. O cádmio afeta a condição motora e o mercúrio, quando absorvido pelas vias respiratórias sob a forma de vapor, pode prejudicar o funcionamento do cérebro, fígado,o desenvolvimento de fetos e causar distúrbios neuropsiquiátricos.

Reduzindo impacto ambiental

Uma maneira de reduzir o impacto ambiental causado pelo uso de pilhas e baterias é a substituição de produtos antigos por novos, que propiciem um maior tempo de uso. Como por exemplo, o uso de pilhas alcalinas e baterias recarregáveis, no lugar de pilhas comuns.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente lançou em 1999, uma lei que determina uma série de cuidados que devemos ter ao descartarmos materiais que contenham em suas composições elementos como o chumbo,o cádmio e o mercúrio.Em um dos artigos,ficam estabelecidos níveis máximos de concentrações dessas substâncias.Os produtos que estiverem acima dos níveis estabelecidos,devem ser entregues, após seu uso aos estabelecimentos que os comercializam ou às redes de assistência técnica autorizadas.Aqueles que estiverem com os teores de concentração dos metais pesados abaixo dos níveis estabelecidos,podem ser descartados no lixo comum. A partir daí, nos lixões elas terão um destino especial.

O consumidor poderá distinguir as pilhas e baterias que devem ser devolvidas, daquelas que podem ser dispostas no lixo doméstico, através de identificações nas embalagens, que trará símbolos indicando o destino correto dos produtos.

O Papa Pilhas.

Preocupados com o destino das pilhas e baterias usadas, muitas instituições, pelo Brasil, já se mobilizam, de alguma maneira, para impedir que pilhas e baterias cheguem até os lixões. O Banco Real lançou o Programa Real de Reciclagem de pilhas e baterias, ou como ficou conhecido, o Papa Pilhas.

O Papa Pilhas recolhe pilhas e baterias portáteis usadas e se encarrega de sua reciclagem. O programa visa conscientizar as pessoas sobre a necessidade de dar uma destinação correta a esses materiais, reduzindo a quantidade de pilhas e baterias lançadas no Meio Ambiente.

Criado em 2006, o Papa Pilhasfoi implantado em três cidades: Campinas (SP), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS).Nos primeiros meses foram coletadas 12 toneladas do material.

Segundo informações do Banco Real – agência Centro em Nova Friburgo, a previsão para ser implantado em nossa cidade um posto de coleta Papa Pilhas e até o fim de dezembro deste ano. A operadora de celulares VIVO também tem postos para recolhimento de baterias de celulares em suas lojas.

O óleo de cozinha usado pode causar prejuízos irreversíveis ao Meio Ambiente.

Dúvidas quanto à destinação adequada do óleo de cozinha usado é muito comum. Sem informações, a maior parte das pessoas despeja na pia após o preparo de alimentos. No entanto, de acordo com ambientalistas, essa é uma prática altamente poluidora e afirmam que quando descartado de maneira incorreta, pode afetar a oxigenação de até 1 milhão de litros de água.

Batatas fritas,salgadinhos,carnes,são inúmeros pratos gostosos que vão às mesas dos brasileiros todos os dias e que muitos são sabem o que fazer com o óleo usado para preparar essas delícias.

O óleo comestível ou de cozinha,quando jogado na pia,chega às redes de esgotos e vai causando danos por onde passa: forma uma crosta gordurosa nas paredes dos canos, o que dificulta a passagem da água. Ao chegar nas redes coletoras causa problemas de drenagem e retenção de sólidos e muitas vezes vai parar nos rios e mares.

Por ser menos denso que a água, o óleo forma uma película sobre a superfície, o que reduz a troca de gases entre a água do rio ou mar e a atmosfera, ocasionando a morte de peixes, plantas e outros organismos essenciais à cadeia alimentar aquática.

Quando o óleo é jogado em solos,ele o impermeabiliza,dificultando o escoamento da água das chuvas e aumentando o risco de enchentes.

Mas o que fazer com o óleo que sobra?

São muitas as alternativas: existem aqueles mais radicais que optam por abolir o consumo de alimentoscom óleo de cozinha e passam a consumir somente alimentos crus.

Outros, que na hora de descartar o óleo comestível, colocam-no dentro de recipientes vedados. A partir daí,o material pode ser jogado normalmente no lixo,o que não representa a solução ideal, pois o óleo é difícil de se decompor e se houver algum rompimento no recipiente, pode haver vazamentos que irá contaminar a área em que foi descartado.

A solução que parece melhor é o reaproveitamento do óleo e a sua transformação em sabão, detergente, biodiesel,resina para tintas ,etc.

O Disque Óleo

Uma cooperativa localizada em Duque de Caxias,RJ,conhecida como Disque Óleo,recolhe o óleo de cozinha usado em toda a região fluminense para ser transformado em sabão.

O Disque Óleo realiza coletas nos municípios da baixada fluminense e em até alguns da região serrana,como Teresópolis,Petrópolis e em breve Nova Friburgo. O Disque Óleo paga 0,13 centavos por litro e viria a Nova Friburgo buscar quando o município tivesse 500 litros. O interessante seria que alguma instituição de nossa cidade se interessasse em coletar o nosso óleo. Enquanto isto não acontece, os friburguenses que precisarem de mais informações do Disque Óleo,basta entrarem em contato: (21) 2260 – 3326 ou contato@disqueoleo.com.br

E não param por aí as utilidades para o reaproveitamento de óleo de cozinha .Em Diadema ( Grande SP) existe um projeto em parceria com a Universidade de São Paulo,no qual o óleo de cozinha usado poderá ser transformado em biodiesel. A prefeitura coleta o óleo de restaurantes e leva-o para a USP.Lá o óleo passa por um processo de transformação até se converter em biodiesel que é levado às indústrias para o consumo,como por exemplo,indústrias de tratores.

É válido comentar que biodiesel trata-se de um combustível produzido a partir de fontes totalmente renováveis,especialmente quando tem como suas matérias-primas o etanol e algum óleo de origem vegetal.

Iniciativas como essas nos ajudam a ter uma relação mais responsável com a natureza e contribuir para a preservação do Meio Ambiente.

Ana Paula de Rezende Lima

Por: ForumSec21