Ortega y Gasset

Mestre de Vida: Zygmunt Bauman

Zygmunt Bauman Zygmunt Bauman 1925 - 2017

Zygmunt Bauman

Zygmunt Bauman foi um sociólogo, pensador, professor e escritor polonês, uma das vozes mais críticas da sociedade contemporânea. Filho de judeus, em 1939, escapou da invasão nazista na Polônia e se refugiou na União Soviética. Alistou-se no exército polonês no front soviético. Em 1940 ingressou o Partido Operário Unificado – o partido comunista da Polônia.Bauman ingressou no mestrado na Universidade de Varsóvia. Em 1950, deixou o Partido Operário. Em 1954 concluiu o mestrado e tornou-se professor de Sociologia. Em 1971, foi convidado para lecionar na Universidade de Leeds, e dirigiu o departamento de sociologia até sua aposentadoria. Bauman foi um dos mais influentes observadores da realidade social e política contemporânea. É considerado um pessimista, no coro dos que criticam a pós-modernidade, em busca das causas do processo social perverso e, no mundo das ideias, do pensamento anticapitalista. Criou o termo “modernidade líquida” – título de um livro seu publicado em 2000

Ensinamentos:

“Vivemos o fim do futuro”

“A preocupação com a administração da vida parece distanciar o ser humano da reflexão moral”.

“Três décadas de orgia consumista resultaram em uma sensação de urgência sem fim”.

Se obscuros e monótonos dias assombram aqueles que procuravam segurança, noites insones são as desgraças dos livres.

“Viver entre uma multidão de valores, normas e estilos de vida em competição, sem uma garantia firme e confiável de estarmos certos é perigoso e cobra um alto preço psicológico”.

“O que pensávamos ser o futuro está em débito conosco. Para superar a crise, temos de ‘voltar ao passado’, a um modo de vida imprudentemente abandonado”.

“O comunismo se encaixava nas medidas do século 19. O século 19 foi um período de grande otimismo. Em primeiro lugar, as pessoas estavam convencidas — e tinham orgulho disso — de que, com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, seria possível refazer o mundo, virá-lo de cabeça para baixo”.

“O velho limite sagrado entre o horário de trabalho e o tempo pessoal desapareceu. Estamos permanentemente disponíveis, sempre no posto de trabalho”.

“Tudo é mais fácil na vida virtual, mas perdemos a arte das relações sociais e da amizade”.

“Esquecemos o amor, a amizade, os sentimentos, o trabalho bem feito. O que se consome, o que se compra, são apenas sedativos morais que tranquilizam seus escrúpulos éticos”.

O capitalismo é um sistema parasitário. Como todos os parasitas, pode prosperar durante certo período, desde que encontre um organismo ainda não explorado que lhe forneça alimento.

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