Bertold Brecht

Mestre de Vida: Fiódor Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski Fiódor Dostoiévski 1821 - 1881

Fiódor Dostoiévski

Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski foi um escritor e jornalista do Império Russo. É considerado um dos maiores romancistas e penadores da história e um verdadeiro “psicólogo”, na acepção ampla de investigador da psiquê.

Sua obra explora o significado do sofrimento e da culpa, livre-arbítrio, cristianismo, racionalismo, niilismo, pobreza, violência, assassinato, altruísmo, além de analisar uma série de transtornos mentais ligados à humilhação, isolamento, sadismo, masoquismo e suicídio. Além da educação religiosa ortodoxa, estudou literatura e humanidades por influência dos pais. Foi detido em 1849, sob acusação de conspirar contra o czar Nicolau, que mostrava-se, depois das revoluções de 1848, vigoroso contra qualquer organização que pudesse pôr em risco o seu reinado. Dostoievsky foi condenado ao fuzilamento, tendo comutada sua pena em prisão e, finalmente, em trabalhos forçados nos campos da Sibéria. Na sua volta para casa (1854), tinha sofrido uma profunda conversão existencial geral e também em seu ateismo inicial, dando seguimento brilhante à sua carreira de escritor, gestando grandes obras da História da literatura como, por exemplo, “Crime e Castigo”.

Ensinamentos:

Se queres vencer o mundo inteiro, vence-te a ti mesmo.

Não há nada mais desesperador para o homem do que, vendo-se livre, encontrar a quem sujeitar-se.

Não é o cérebro que mais importa, mas sim o que o orienta: o caráter, o coração, a generosidade, as ideias progressivas

O amor é mestre, mas é preciso saber adquirí-lo, porque se adquire dificilmente, ao preço de um esforço prolongado; é preciso amar, de fato, não por um instante, mas até o fim.

O segredo da existência humana reside não só em viver mas também em saber para que se vive.

A verdadeira verdade é sempre inverosímil.

A mentira é o único privilégio do homem sobre todos os outros animais.

Nem homem nem nação podem existir sem uma ideia sublime.

A tragédia e a sátira são irmãs e estão sempre de acordo; consideradas ao mesmo tempo recebem o nome de verdade.

Não há ideia nem fato que não possam ser vulgarizados e apresentados a uma luz ridícula.

A vida é um paraíso, mas os homens não o sabem e não se preocupam em sabê-lo.

A melhor definição que posso dar de um homem é a de um ser que se habitua a tudo.

Não será preferível corrigir, recuperar, e educar um ser humano que cortar-lhe a cabeça?

O criminoso, no momento em que pratica o seu crime, é sempre um doente.

Nada serviu tanto o despotismo como as ciências e os talentos.

É melhor ser infeliz, mas estar inteirado disso, do que ser feliz e viver como um idiota.

O homem gosta de contabilizar os problemas, mas não conta as alegrias.

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