Blog do Dib

22/08/2010 - Desenvolvimento Econômico ou Desenvolvimento Social?

Atualmente, o “desenvolvimento econômico” converteu-se num verdadeiro dogma.  Estreito como ele só, ocupa todo o nosso tempo, retira-nos liberdade, achata-nos a consciência e priva-nos da nossa tão estimada paz. A economia de mercado não deveria tomar conta de todo o interesse social, tornando-se o centro de nossas atenções.  Ao invés desta rotina competitiva insuportável, o ambiente social deveria estimular a evolução dos comportamentos e se colocar para nós como uma oportunidade de realização pessoal, através da educação, além de podermos ver garantidos os valores e direitos humanos, assim como os direitos de todas as espécies animais e vegetais.

Por: Dib Curi.

07/07/2010 - Notas sobre a Grécia Antiga I

Na Grécia arcaica (900 até 500 anos antes de Cristo), os heróis, além de serem cantados por seus talentos e proezas, eram muito  queridos por suas qualidades espirituais e morais (Aretê). Era exatamente a Aretê que os levava à justa medida de todas as coisas (Dick). A falta de Aretê se dava pelo fato da Psiquê ("individualidade") não ter se casado com Eros (o Amor). Era a falta de Aretê que causava a desmedida, o desvario, a vaidade e todos os vícios humanos (Hibris).

Por: Dib Curi.

18/05/2010 - Prioridade social

Muito mais do que trabalhar pela  sobrevivência física da humanidade, devemos trabalhar pela sobrevivência espiritual do ser humano. Temos que parar de gerar pessoas embotadas, porque elas ficam muito frágeis aos dinossauros. Precisamos gerar e educar pessoas livres e despertas, cidadãos criativos, afetivos e vocacionados em seus talentos.

Por: Dib Curi.

12/04/2010 - Filosofia Primeira

A Vida é o maior dos exercícios para a “Consciência”. Primeiro, porque é um enigma completo. Segundo, por que é uma oportunidade de afirmação constante num tempo presente infinito. Neste contexto, o ser humano e sua liberdade se desdobram em 4 dimensões:  1 - Indivíduo envolvido com a própria sobrevivência, 2 - Pessoa no labirinto da Vocação, 3 - Cidadão na busca da justiça e da fraternidade, 4 - Ser, destinado a libertar-se do mundo, para reencontrar-se consigo mesmo, a própria "Consciência", creadora e suporte de todas as coisas. Como conciliar todas as dimensões de nós mesmos dentro do projeto maior do Ser, tal é a Sabedoria que buscamos e ansiamos por encontrar.

Por: Dib Curi.

14/02/2010 - Brancas jogam e ganham

       O Xadrez é, sem dúvida, o grande jogo da cultura humana. Nele, todos os princípios necessários a vida prática são exercitados. Os benefícios à capacidade de concentração seriam imensos com a adoção do Xadrez nas Escolas.
       A divindade grega Ananké simbolizava a necessidade, o destino e o fato.  O Xadrez tem um pouco disto tudo. O desenvolvimento da inteligência traz a luz da evidência.
       Somos mortais. Precisamos comer, vestir e morar.  Todo ser humano quer amar e ser amado. Devemos sobreviver porque nosso espírito anseia por se realizar. A Terra precisa de todo o amor, sabedoria e inteligencia que pudermos dar.
       A atenção e o trabalho tem a virtude de despertar em nós aquilo que somos e o lado luminoso da Vida. Comecemos, então, com o Xadrez nas Escolas...

Por: Dib Curi.

15/12/2009 - Feliz Natal e um Próspero Ano Novo

O verdadeiro símbolo do Natal é a Solidariedade.
É um momento em que nos dispomos a sermos melhores
e mais disponíveis a Paz e ao Amor...
Feliz Natal para Todos!
Que prospere o Espírito de Natal no mundo e em nós.
Que o ser humano
seja ainda mais humano...
E que à partir desta data,
cada um de nós
continue disposto a receber,
mas também estimulado a doar...
Tudo isto,
para que o círculo da Vida
possa se mover
em toda a sua perfeição.

Por: Dib Curi.

27/10/2009 - Consciência e Tempo

Isto que chamamos Consciência, provavelmente, está em tudo. Consciência é, ao mesmo tempo, um distanciamento e uma integração. Em nossa época conturbada, o modelo social, baseado numa economia de mercado, nos força a estarmos muito identificados conosco mesmos, pelo medo, pelo desejo e pela expectativa. Isto é o que chamamos de individualismo. Desta forma, imersos em nossas preocupações rotineiras, estamos distantes de vivenciar a verdadeira consciência das coisas. A consciência histórica nos é estranha, quanto mais uma consciência existencial. O último grau da consciência seria a consciência em sí mesma.

Por: Dib Curi.

06/09/2009 - O Sistema Econômico

As chamas da luxúria desenvolvimentista parecem ter saído do controle. O mundo se aquece e nos sufoca de várias maneiras. É preciso repelir as idéias de maior produtividade, que estão reduzindo as pessoas a meros parafusos de engrenagens frívolas e indiferentes. Estas engrenagens estão esmagando nossos melhores valores, nos desviando de nós mesmos, aquecendo a biosfera e emporcalhando a natureza. É preciso lembrar sempre que “Civilização” se mede  pelo respeito à Vida e não pela tecnologia e pelos bens disponíveis no mercado...

Por: Dib Curi.

18/08/2009 - Modelo de Universo

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Por: Dib Curi.

23/07/2009 - O silencio interior

Nossa civilização tecnológica promove uma enxurrada de informações. Almejamos nos tornar uma sociedade do conhecimento. Contudo, o que precisamos é de Sabedoria. E ela só pode ser encontrada no interior de cada um. Neste rumo  estão também a paz, a compaixão e as verdadeiras paixões do viver. Segundo Píndaro, " a Sabedoria é o conhecimento temperado pela ética". Ethos, na Grécia arcaica significava: O estado de alma que aproxima os homens de Deus.

Por: Dib Curi.

16/07/2009 - O Estado no futuro

O Ser humano tem sua raiz na Humanidade. Esta, por sua vez, tem sua raiz na árvore genética da Vida. E a Vida tem sua raiz nos primórdios da Terra que tem sua origem no Cosmos.  Quem é o Ser Humano então? Ora, à princípio ele é a sua própria História. E a sua História o leva a reencontrar-se com aquilo que ele é, logo, a História mesma. Desta forma, independente da complexidade desta genealogia, cada ser humano é muito maior do que nos parece. Partindo destas premissas fundamentais, a função do Estado do futuro será a de instrumentalizar a busca da identidade humana na História que foi feita e na História ainda por se fazer, efetivando a energia criativa e o empreendedorismo, sempre de baixo para cima e não de cima para baixo como hoje se vê.

Por: Dib Curi.

24/06/2009 - O momento

Na medida em que aprofundamos nossa consciência, compreendemos que tudo o que temos é este momento; o presente. Isto implica que toda a atenção e amor devem estar voltadas a este ponto. No presente, tudo é novo, existe um frescor,  e este é o primeiro momento do resto de nossas existências. Há que vivê-lo, sobretudo, à partir daquilo que nos faz felizes "cultivar" em nós. E o frutificar daquilo que somos será sempre idêntico ao encontro do presente, mesmo que, por hora, incapazes de nos fascinar, ele continue brilhando no futuro para, em seguida, se depositar no baú de nossas memórias.

Por: Dib Curi.

09/06/2009 - Premissa para o desenvolvimento social.

Se tivéssemos que escolher a primeira causa dos limites perigosos a que chegamos, diríamos que assim estamos pela excessiva concentração de poder econômico, político e cultural. Quandos poucos cultivam o poder, poucos colhem seus melhores frutos. Desta forma, é preciso distribuir melhor o poder pois a corrupção diminuirá e o debate se ampliará. E na medida em que o debate se amplia, a informação e o conhecimento fluem mais e melhor. E o conhecimento é a base do verdadeiro progresso.

Por: Dib Curi.

08/06/2009 - Ecologia Humana nas Escolas

Ultimamente tenho ido a várias escolas levar o conteúdo da Ecologia Humana. Estou impressionado com a qualidade da atenção dos meninos e meninas. O que tento mostrar é a potencialidade que eles tem dentro de sí e que o único destino possível é o aproximar-se cada vez mais desta potencialidade interior. Ela pode ser descrita pela história natural e da civilização: o Cosmos, a história e o "EU". A Ecologia Humana é humanista, pacífica, solidária e transcendente. O ser humano, no fim das contas, é uma ponte entre tudo aquilo que está abaixo dele e tudo aquilo que está acima dele.

Por: Dib Curi.

21/05/2009 - O rio da Vida.

E segue este rio milenar. As paragens que vejo não são as que outrora se viam. São bem outras pois a vida é assim. Mudança... Mas e o ser humano? Quem é ele? Para responder esta pergunta é necessário que possamos seguir as águas deste rio. Rio de suores, de lágrimas, de sonhos e de sangue. É preciso que nos compreendamos enquanto espécie. É preciso pensar e sentir como espécie que somos. Chegará o tempo em que mais importante do que saber quem sou, será saber quem somos. Afinal é o rio todo que desce a serra. Ou são as nuvens que sobem?

Por: Dib Curi.

01/04/2009 - O que podemos ser?

As vezes penso que as flores tem o mesmo simbolismo dos relâmpagos. Simbolizam, ambos, por um lado, a brevidade, cada um a sua maneira. Em meu gosto pessoal representam também a máxima intensidade que pode haver em algo. Um deles, na força do céu; o outro, na fertilidade da Terra. Há também infinita força e fertilidade no humano e a brevidade de cada pessoa. A memória do que fomos é que nos dá provas do que ainda poderemos ser.  Do terreno fértil da humanidade tem brotado, quando permitimos, novas “consciências”, mais profundas, preenchendo o vácuo das nossas tolas rotinas. No fim das contas somos, cada um de nós, como uma semente ansiando por terra boa e pela oportunidade de “nascer, viver e morrer com honra e dignidade”, parafraseando as palavras de Antígona ao rei Creonte.

Por: Dib Curi.

30/03/2009 - Pensar o mundo para compreender o mundo

O que é o mundo? Se olharmos acima de nossas cabeças, o mundo parece ser infinito e atordoa a nossa inteligência. Uma grande quantidade de informações  nos chegam atualmente, e elas nos confundem também porque parecem não concordar entre si. Sabemos, todavia, que informação não é conhecimento e conhecimento não é sabedoria.  Da mesma forma, o Universo parece ter um sentido na multiplicidade, uma unidade na diversidade. E este sentido está mergulhado num significado. A unidade é, "de fato", o Ser. O fato é que somos "vítimas" de uma tal quantidade de "interesses" desconexos e discordantes, que permanecemos, por falta de foco,  inconscientes dos valores interiores que nos religariam ao Ser. Felizmente, como já dissemos, o Ser brota e rebrota na consciência de tempos em tempos; em nós mesmos e na História.  

Por: Dib Curi.

02/03/2009 - O significado da existência

Existem inúmeras tentativas de fazer leituras e interpretações sobre a realidade social. O fato é que estamos mergulhando, cada vez mais, numa grande tensão coletiva. Acredito que para sair deste dilema é preciso compreender a sociedade como um cristalino reflexo de tudo o que somos. Então, porque insistimos em analisar o reflexo no espelho sem tocarmos naquilo que somos? Não haverá nenhuma maneira de mudar a sociedade enquanto não  nos colocarmos no caminho de nós mesmos, de cada um. O que é o Ser Humano? No fim das contas, se considerarmos inútil a busca por compreender o significado da nossa existência, muito mais inútil será a tentativa de juntarmos os cacos sociais quando nós mesmos é que estamos despedaçados.

Por: Dib Curi.

28/01/2009 - O que há conosco?

Parece que o ser humano já não basta a si mesmo. É do fundo da sua insatisfação consigo é que brotam as ervas daninhas dos vícios, da ambição e do consumismo, enfim, toda a civilização está brotando continuamente deste vazio que somos (ou estamos). É um tema muito interessante para pesquisarmos as verdadeiras e pertinentes perguntas. Qual são as razões pelas quais o ser humano progride tão rápido nas questões materiais e tão lentamente em sua dimensão espiritual e ética?  Será por força da necessidade ou somos mesmo alienados? Será que estamos nos iludindo com falsas expectativas? Porque tanto conhecimento e tão pouca compreensão? Somos mesmo vazios e precisamos de preenchimento constante? Temos consciência do nosso estado interior? Porque  criticamos o consumismo sem levar em conta nossos próprios desejos? Porque condenamos a violência e não a enxergamos em nós mesmos? Qual a razão de nos compadecermos dos loucos se somos nós que agendamos o dia da felicidade para depois de amanhã? O que há conosco? Será  que comemos mesmo do tal fruto da árvore do conhecimento do Bem e do Mal?  Caros leitores, me permitam a prepotência de imaginar a resposta do Creador: - "Se lhe falta a fé de viver em mim, por mim e para mim, então, que experimentes viver por si, em si e para si."

       Obs: A tela ao lado é de Edward Munch

Por: Dib Curi.

25/01/2009 - A Fé e as Obras

Como é possível alguém ter fé e ao mesmo tempo aceitar as injustiças e os  equívocos do nosso modo de Vida? Como podemos ter fé em Deus sem termos fé no ser humano? Ora, se o ser humano for vão e inútil, se for essencialmente corrupto, então tudo o mais será vão e inútil, tudo será corrupto também. Se, pelo contrário, tudo estiver repleto de dignidade, também o ser humano estará. E ter fé é trabalhar para realizar esta dignidade em sí e nos outros, porque não a recebemos pronta. Ela está por se fazer! Ela é fruto da liberdade. A primeira regra Ética é o compromisso que cada um de nós assume de trabalhar como puder pelo aprimoramento da espécie humana, começando consigo mesmo. É preciso lutar também para criar condições favoráveis para que homens e mulheres realizados aconteçam, para que um número cada vez maior de seres humanos fraternos e criativos apareçam.

Por: Dib Curi.

14/01/2009 - A Alma das Coisas

Tirei férias depois de 10 anos. Há muito tempo que não vou a praia... Desta vez eu fui. A imensidão do mar, a amplidão do céu no oceano, o calor do Sol, a alegria das ondas, a contemplação da areia... Quando bem jovem, pude desfrutar de diversas maneiras da presença do mar e das montanhas de rocha. Hoje moro na Serra. Sei quanta alma existe nas vielas de mata atlântica, com seus musgos, fungos e líquens, especialmente, quando à beira das cachoeiras. Este frescor dos riachos cristalinos, embora menos amplo que o da água do mar, é seguramente mais agudo. A maior felicidade que podemos ter na Vida é compartilhar com a alma das coisas, principalmente, da natureza, dos animais e das pessoas. Talvez, esta seja uma outra definição para o Amor. Feliz 2009, leitores.

Por: Dib Curi.

08/12/2008 - Há que Filosofar leitor, há que Filosofar...

Andando pela rua vejo os transeuntes imersos em suas questões. Parecem não terem consciência de que seus problemas e buscas estão ligados aos problemas e buscas da atual civilização, cada vez mais materialista. Tantas esperanças, tanto movimento, todo ele no rumo do ter e do "poder". No fim das contas esperamos ganhar alguma quantia, por sorte, e solucionar algum problema imediato que nos dará sobrevida e estenderá, até o próximo mês, àquela paz que tanto necessitamos para continuar a sonhar. Mas a que preço? Quanto mais coisas precisamos, mais nos escapa a tal felicidade que, no fim das contas, poderia perfeitamente vir de uma comunhão profunda consigo mesmo, de um deleitar-se com a própria presença, daquela paz e amor que trazemos em nós, e que o ritmo enlouquecido do mundo nos impede de desfrutar e compartilhar. Para a maioria de nós não sobra tempo sequer para sermos gratos e celebrar, pois há que lutar, e muito... Numa Terra tão rica, numa existência infinita, porque lutamos tanto? Pense bem, leitor, pense profundamente. Você não acha que haveríamos de filosofar um pouco mais?

Por: Dib Curi.

03/12/2008 - Mudar a cabeça dos jovens

Penso que a geração de nossos avós e pais foi muito prejudicial ao nosso planeta, principalmente, por seus excessos de cobiça, de vaidade, de orgulho e de insensibilidade com a Vida. Mas a geração atual possui também uma peculiaridade: um universo mental muito restrito e uma indiferença gerada justamente pelos seus limitados horizontes. Acredito que o trabalho insistente de publicidade e marketing deste sistema econômico conseguiu formar uma mentalidade de rebanho, determinando atitudes consumistas em vários sentidos. Nunca foi tão necessário falar com os jovens sobre a vida e sobre os horizontes maiores da existência. Devemos situá-los no tempo, no espaço e nos maiores valores humanos. Ensiná-los sobre a sua verdadeira casa e origem; o Universo. Conscientizá-los sobre em que medida fazem parte da espécie humana. Mostrá-los o que podem realizar na Vida, à partir dos exemplos dos nossos maiores antepassados, que enriqueceram a história,  abrindo novos horizontes a nossa identidade. Descortinar o milagre da Vida, sua profundidade, o valor do amor, da paz e da criatividade, além da necessidade imperativa de uma incansável busca pessoal para dar sentido, significado e originalidade a vida, alcançando a realização dos talentos e vocações próprias.  É preciso despertar o encantamento e a admiração do jovem consigo mesmo. Estimular a curiosidade sobre o sentido da Vida é a maior garantia de um movimento de realização pessoal, o verdadeiro antídoto contra a preguiça existencial, a futilidade consumista e o lixo mental incorporado às suas mentes pela economia de mercado.

Por: Dib Curi.

28/11/2008 - O que é a Vida?

Desde muito jovem, me inquieto com esta pergunta do título, independente das respostas que sempre insisti em dar. Atualmente, creio que o maior valor que carregamos conosco são as nossas perguntas, pois são elas que nos levam pela vida, são elas que nos movem. Por sua vez, nossa sociedade nos ensinou que o mais importante são as respostas. Mas vejam: existem dezenas de respostas para a mesma pergunta e, no mínimo, duas. Mas a pergunta não!!! A pergunta é única, singular como cada pessoa é singular. Uma pergunta realmente enraizada jamais terá uma resposta, apenas aprofundamentos. A própria Vida, no fim das contas, não terá sido mais do que a maior das perguntas. A renovação constante da pergunta é justamente o movimento de mudança que vemos na Vida. Neste sentido a morte é a para a Vida, o que a resposta é para a pergunta. Na escola, é preciso estimular sem cessar as perguntas, as curiosidades. Mas o que estamos fazendo com uma insistência quase imbecil é colocar respostas para os alunos, muitos antes que eles tenham se interessado pelas perguntas. Por isto, nosso sistema educacional é uma inutilidade em se tratando de estimular o movimento das pessoas em busca de sí mesmas. E quão grande papel cabe à pergunta neste processo! Daí a alienação que vemos hoje. A Ecologia Humana deve ser, antes de tudo, uma Arte; a Arte de suscitar no espírito humano as perguntas que moverão a sua Vida e o seu destino.

Por: Dib Curi.

23/11/2008 - Um novo Humanismo

O Humanismo renasceu nos séculos XV e XVI, resgatando os clássicos da cultura grega. Baseava-se, principalmente, na curiosidade a partir da razão e buscava compreender o mundo natural e o papel do ser humano. Á partir deste momento desenvolveram-se bastante as artes, e também os métodos de experimentação, dando origem as novas ciências. Desde então, passando pelo Iluminismo e pela Revolução Industrial, chegamos aos dias atuais e aos complexos ambientes urbanos, a tecnologia, a democracia, a globalização financeira e aos problemas sócio-ambientais tão característicos da pós modernidade. Cremos que o caminho mais construtivo para a resolução das nossas grandes questões é a elaboração de um novo Humanismo, redespertando o encantamento da razão com relação a nós mesmos, integrando, não só a racionalidade em nós, mas a totalidade do que somos. Quem somos pois? Quais são as nossas possibilidades como espécie e como pessoas? Se as respostas que obtivermos forem positivas e promissoras, então, será preciso que compartilhemos as nossas constatações. É preciso levar adiante a consciência das vantagens de uma sociedade verdadeiramente humanista, porque promotora da renovação, reabilitação e revalorização do ser humano e da natureza.

Por: Dib Curi.

22/11/2008 - Escassez X abundância

Um tema o qual tenho me debruçado ultimamente é a questão da escassez x abundância, mais exatamente, o papel da escassez na existência de um preço para as coisas. Neste aspecto, vamos falar de energia.  O fato das fontes de energia usadas atualmente serem finitas é justamente o que propicia a escolha que o grande capital faz por elas porque elas podem ser vendidas a um preço alto porque são limitadas. Por outro lado o potencial da energia solar é tão grande e farto, que apenas 1 hora de energia emitida pelo sol é suficiente para fazer face ao gasto de energia do mundo durante um ano. Ou seja, energia infinita e de graça. Agora entendemos porque os poderes econômicos tremem de pavor com esta possibilidade. Também os potenciais da energia eólica - o departamento de energia dos EUA concluiu em 2007 que a energia do vento de 3 estados americanos é suficiente para abastecer os EUA - e do movimento das marés e ondas são imensos. Mas, principalmente, os potenciais da energia geotérmica são impressionantes. No caso das fontes geotermais, já temos a capacidade de canalizar uma quantidade de energia considerável de dentro da Terra (os gaisers, por exemplo) muito maior do que precisamos para mover a nossa civilização, segundo dados de diversas fontes. Porém, a última coisa que uma grande companhia quer é o uso de uma energia não controlado por ela. Sabemos que a abundância não pode ter etiqueta de preço, e o exemplo é o ar que respiramos. Até quando o interesse econômico vai barrar o progresso social?

Por: Dib Curi.

20/11/2008 - A questão do consumismo (1)

É sabido que depois da segunda guerra mundial foi definido o perfil econômico do mundo que temos hoje. O consumo tornou-se o sustentáculo de nossa economia. Durante três ou quatro gerações foi conferido, através da propaganda, um status  espiritual ao consumo, por meio do qual poderíamos adquirir a nossa realização pessoal. O embate ter x ser parece, então, ter chegado ao seu último capítulo. Sabemos que grandes eventos como o 11 de setembro ou a atual crise econômica foram seguidas de convites do presidente Bush e até do presidente Lula para a população ir as compras. Existem duas questões, a princípio, vistas superficialmente. A primeira é subjetiva; uma sociedade de consumo torna as profissões e rotinas mentais eminentemente técnicas e circulares porque basta saber extrair, produzir, vender ou distribuir mercadorias para depois consumi-las. A segunda questão, objetiva, é a produtividade e circulação necessárias para fazer andar a economia diante da finitude das matérias primas e da questão ambiental propriamente dita.

Por: Dib Curi.

19/11/2008 - A questão do consumismo (2)

A grande questão do consumismo, fora a exploração exagerada dos recursos naturais é, sem dúvida, o empobrecimento da alma e da identidade das pessoas. Uma sociedade consumista, embora aumente os "recursos" objetivos, reduz, e muito, o leque de recursos subjetivos, simplificando o self num nível básico, mecânico e não criativo. A restrição da rotina mental (trabalhar, ganhar, ter, ser) tem forte impacto no arcabouço cultural e, provavelmente, genético das pessoas. As pessoas tornaram-se simplórias, não em sí mesmas, mas em função de um processo mental superficial e alienado que não se dá conta dele mesmo e, olhando sempre para fora, adia continuamente a realização caso se cumpram metas aqusitivas de bens, status ou de segurança. Por outro lado, uma sociedade ao contrário desta que aí está seria a que baseasse a sua produtividade na criatividade e na fertilidade de pessoas vocacionadas e não usadas para outros fins (mover a economia), como atualmente vemos aos milhões. Ao mesmo tempo em que, através da educação, estimularíamos as pessoas a aprofundarem-se em si mesmas e a buscarem suas vocações e talentos, suscitaríamos a realização de novos entendimentos de "felicidade" e contentamento. Colheríamos, então, economicamente inclusive, os frutos com um desenvolvimento, este sim, sustentável, porque baseado nas pessoas; uma sociedade realmente humanista e, consequentemente, ecológica, porque a ecologia está dentro dos seres humanos, na medida em que se puderem se compreender realmente humanos.

Por: Dib Curi.

18/11/2008 - Os 5 principais problemas ambientais - Efeito Estufa

         Poucos sabem, mas existe um planeta no sistema solar que sofre com o efeito estufa: a atmosfera de Vênus é composta de 95% de dióxido de carbono o que eleva a temperatura na superfície a 485 graus centígrados. O Efeito Estufa é, sem dúvida, um dos principais problemas ambientais da nossa civilização. Deveríamos estar nos perguntando porque este renovado entusiasmo com o petróleo, que já deveria estar saindo de cena para dar espaço às energias renováveis como a   solar, eólica e geotérmica, entre outras.  Além das emissões das indústrias e automóveis um outro componente para o aumento do Efeito Estufa tem sido as queimadas. A Chapada Diamantina, recentemente,  teve incendiada metade de sua reserva. Tudo isto acrescenta milhões de toneladas de CO2 à atmosfera. Os maiores emissores (EUA e China) ainda não deram mostras convincentes de que as coisas vão mudar. A emissão de gases piora também a qualidade do ar por substâncias tóxicas que são emitidas pelas indústrias. Estamos criando um cenário de sufocamento por gases e substâncias tóxicas como, por exemplo, o enxofre, que causa a chuva ácida.

Por: Dib Curi.

18/11/2008 - Os 5 principais problemas ambientais - A água

A questão da poluição das águas e da falta de saneamento básico é muito grave. Não bastasse a coleta de esgotos e tratamento ser muito rara, a poluição se dá por toda espécie de substâncias químicas jogadas nos ralos. Considerando-se a poluição dos oceanos pelas mesmas substâncias e pelos infindáveis vazamentos de petróleo, a situação, em 50 anos, pode se tornar dramática com a água sendo, inclusive, motivo para guerras. A terceirização e concessão dos serviços de água, embora seja, no momento, uma boa saída para a realização do tratamento dos esgotos, pode ser, no futuro, uma brecha legal para abusos de poder.  Por outro lado, as grandes vítimas da ocupação urbana desordenada no Brasil tem sido as nascentes. Não podemos nos esquecer também da contaminação dos lençóis freáticos e aquíferos.

Por: Dib Curi.

18/11/2008 - Os 5 principais problemas ambientais - Florestas

A questão da preservação das florestas passa por três providências: A primeira é a diminuição do consumo de carne, pois é sabido que 190 milhões de bois pastam em território brasileiro para a satisfação de nossos exageros neste consumo. O boi, como sabemos, precisa de muito espaço para pasto e torna-se uma incongruência falarmos em preservação da  Amazônia e continuarmos com esta festança com a carne de boi. A fronteira agrícola também avança sobre a floresta e seu astro principal é a soja, e quase 60% da produção de soja é para alimentar bois e outros animais. Junte-se a isto o problema do   interesse das madeireiras, a insuficiente regulamentação do setor e a ausente fiscalização, enfim, a liberdade com que se derrubam árvores no Brasil. Por outro lado, é importantíssimo que plantemos  florestas para conseguirmos captar o gás carbônico do ar e buscarmos maior refrigeração no futuro pois as florestas são as grandes refrigeradoras do ar.

Por: Dib Curi.

18/11/2008 - Os 5 principais problemas ambientais - Extinção das espécies

Um dos grandes temas da modernidade é a biodiversidade. A Bioética coloca, em primeiro lugar, os direitos das espécies em existirem e terem seus biomas preservados. Cada espécie é um banco de memória de DNA, forjado por uma evolução de bilhões de anos e que pode se perder se nós permitirmos. Se fôssemos considerar os quase 5 bilhões de anos de história da Terra, colocando  este tempo no intervalo de uma hora, o ser humano teria aparecido somente no último segundo da evolução. E que estrago estamos fazendo com nossa obsessão consumista. Que direito temos de negar a tantas espécies o direito à vida, logo elas, que estão no planeta desde um tempo muito anterior a nós. Isto vale também para as populações tradicionais e suas culturas. Todas as espécies, biomas, culturas tem, como nós, o direito à existência. A extinção da diversidade  caminha num ritmo acelerado sob nossos olhares utilitários.

Por: Dib Curi.

18/11/2008 - Os 5 principais problemas ambientais - Lixo

Poucos problemas mostram tanto a condição humana atual como o lixo. Através de seu lixo podemos fazer uma leitura da civilização e da psicologia humana. Para muitas tradições religiosas do oriente, um dos entraves à realização humana é o desejo.  No estímulo ao desejo de possuir as coisas está a estratégia do mercado para fazer as pessoas aumentarem suas necessidades e consumirem mais. O problema do lixo é uma das consequências mais sérias do consumismo. Só para dar um exemplo, “cada paulistano produz por dia uma média de 1,05kg de lixo. Pode-se calcular que um paulistano irá produzir até o fim de sua vida cerca de 25,68 toneladas por dia. Os números do lixo são ainda maiores em países desenvolvidos, onde o consumo é maior. Um nova-iorquino produz em média 1,77 kg por dia (40 toneladas até o fim da sua vida). Onde colocar todo esse lixo? A resposta é: Não existe onde. Dentro de poucos anos não haverá mais local onde colocar tanto lixo!” Muitos países da Europa já convivem com estes problemas de maneira crônica. Precisamos redescobrir uma motivação de viver para que não acabemos sufocados por nossas toxinas e por nosso lixo assim como já estamos sendo, em nossas mentes, por nossos desejos incessantes e rotinas assoberbadas.

Por: Dib Curi.

17/11/2008 - Proteção das encostas do Caledônia e as enchentes em Nova Friburgo

As obras do PAC são de imensa importância para Nova Friburgo, tanto o piscinão que está sendo construido na Via Expressa para frear a força das águas como também a obra futura em Conselheiro Paulino, uma galeria subterranea para conter o excesso de água que costuma alagar a AV. José Roberto Silveira. Mas a grande providência, de fato, seria frear a ocupação do Cascatinha e das encostas do Caledônia e reflorestar aquelas encostas, pois toda a água que não fica retida pela vegetação que está sendo retirada é a mesma água que, por causa da impermeabilização do solo, está descendo morro abaixo e aumentando consideravelmente a vazão dos rios Caledônia, Cônego e, finalmente, o Bengalas.

Por: Dib Curi.